
Mesmo com atraso e chuva persistente, espetáculo foi realizado com determinação, emocionou o público e se tornou um dos momentos mais marcantes da história recente da cidade
Ricardo Nogueira | da Redação
FOTOS: Erick Capeto
A encenação da Paixão de Cristo realizada em frente à Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, em Bananal, foi marcada por um forte testemunho de fé, coragem e superação. Mesmo diante da chuva persistente, que atrasou o início do espetáculo em cerca de uma hora e permaneceu durante toda a apresentação, a organização decidiu seguir com a programação, em sintonia com a Paróquia do Senhor Bom Jesus do Livramento.
O palco montado na via pública proporcionou maior mobilidade às cenas, contribuindo para uma narrativa dinâmica e envolvente. Ao longo da apresentação, os cenários foram sendo montados e adaptados, acompanhando o desenrolar da história, enquanto os figurinos e a sonorização demonstraram o cuidado e a qualidade da produção.
Apesar das condições climáticas adversas, o público permaneceu no local, acomodado em cadeiras organizadas de frente para o palco, criando um ambiente semelhante ao de um teatro a céu aberto. A participação e permanência dos espectadores reforçaram o envolvimento da comunidade com o evento.
Nos bastidores, o trabalho das equipes de apoio foi fundamental para garantir a continuidade do espetáculo. Voluntários atuaram de forma constante, enxugando o palco, realizando trocas rápidas de cenários e mantendo a estrutura em funcionamento. Também se destacou o trabalho prévio com maquiagem e preparação dos artistas, evidenciando o empenho coletivo.
A apresentação reuniu participantes de diferentes idades, entre crianças, jovens e idosos, incluindo atores principais e figurantes, todos comprometidos com a proposta evangelizadora da encenação. A decisão de seguir com o espetáculo mesmo sob chuva evidenciou a resiliência e a dedicação dos envolvidos.
Mais do que uma apresentação artística, a noite foi marcada como um momento simbólico para a comunidade, reforçando a força da fé e o espírito coletivo que caracterizam as tradições culturais e religiosas de Bananal.