Sindicato sustenta disposição para negociar durante todo o processo e aposta no diálogo para debater com a Prefeitura as reivindicações dos servidores e avaliar a capacidade financeira do município
Ricardo Nogueira | da Redação
A audiência de mediação do dissídio coletivo dos servidores municipais de Bananal, realizada na terça-feira (16) no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas, terminou sem acordo entre a Prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. Apesar do impasse, o Tribunal concedeu prazo de 15 dias para que as partes façam as negociações e tentem construir uma solução consensual para a campanha salarial de 2026.
Antes da judicialização, o Sindicato tentou agendar reunião com o Prefeito de Bananal várias vezes e não obteve retorno positivo.
Segundo relato divulgado em vídeo pelo presidente do sindicato, José Eduardo Ayres, aos servidores após a audiência, a administração municipal compareceu à sessão sem apresentar uma proposta concreta para atender às reivindicações da categoria. Ele afirmou que o sindicato manteve a disposição para negociar, mas que não houve avanço nas tratativas durante a reunião.
A audiência ocorreu após uma sequência de pedidos de adiamentos solicitados pela Prefeitura.
O sindicato ingressou com o dissídio coletivo após sucessivas tentativas de conversar com o prefeito. Entre os pedidos estão a reposição salarial e outras demandas de caráter social.
Em seu relato, o dirigente sindical relatou a falta de preparo dos representantes municipais presentes na audiência, afirmando que os procuradores e representantes da área fazendária teriam demonstrado pouco conhecimento sobre os detalhes do processo, o que teria exigido esclarecimentos por parte do sindicato durante a sessão.
Apesar disso, Ayres informou que houve uma sinalização positiva ao final da audiência. Segundo ele, um dos procuradores que representava o município manifestou disposição para sentar à mesa e discutir as reivindicações da categoria. A partir dessa manifestação, a magistrada responsável pela condução da audiência concedeu prazo de 15 dias para uma rodada de diálogo entre as partes.
“Da parte do sindicato, sempre deixei claro que queremos o diálogo”, afirmou o presidente da entidade. Segundo ele, a expectativa agora é que a Prefeitura convoque uma reunião para discutir ao menos as chamadas pautas sociais, enquanto o sindicato também pretende analisar a situação financeira do município e a margem existente na folha de pagamento.
Caso não haja avanço nas negociações dentro do prazo estabelecido pelo Tribunal, o processo deverá retornar à pauta para julgamento, quando a Justiça do Trabalho poderá decidir sobre as reivindicações apresentadas pela categoria.
Ao final da mensagem encaminhada aos servidores, Ayres disse esperar que a Prefeitura aproveite a oportunidade criada pela Justiça para construir um acordo. “O diálogo precisa ser estabelecido. Precisamos resolver as coisas através da conversa e não pela judicialização”, declarou.
A Gazeta de Bananal mantém espaço aberto para manifestação da Prefeitura Municipal sobre os apontamentos apresentados pelo presidente do sindicato e acompanhará os desdobramentos das negociações nos próximos dias.
